Andar de mãos dadas…

Já faz 2 anos e meio que estou em outra relação. Então, na dedicatória que você lê no começo do meu livro Entre Garotos, foi para o ex…  🙄
Uma das coisas que costumava falar para o ex era: Tudo menos traição.
E foi isso que aconteceu. Mas isso é para um outro post.

Hoje vou comentar sobre o Kevin ❤
Aqui onde moro agora, em Massachusetts – EUA, é um pouco diferente de outros estados. Aqui há uma diversidade de pessoas por causa das universidades conhecidas ao redor do mundo.

O Kevin cresceu nesse “mundo” aqui.
Eu ainda tenho muito resquícios do passado e uma coisa que me trava ainda é andar de mão dada por aí.
Não me pergunte se isso é necessário, porque não tem nada a ver necessidade em demonstrar… e sim, sobre o amor e carinho entre duas pessoas.

Queria muito, ao visitar o Brasil, poder fazer isso sem sofrer nenhuma agressão. Creio que ainda seja possível… Talvez em São Paulo?

Eu nunca fui muito acostumado fazer carícias em público no Brasil, aversão essa por medo. Me privava desse ato, que é tão comum no mundo hétero. E olhando para trás, vejo que nunca tive uma relação completa fora de casa com o ex.

Será que algum dia vamos poder ir à todos os lugares, onde todos deixassem suas armas de lado?

Quero demonstrar amor ao meu companheiro, não só dentro de casa. Vou tentar fazer isso quando visitar minha terra natal em breve.
Sei que antes de reividicar isso de alguem, isso exige questionar também meu prório preconceito. 😳

Até breve,

Neuras…

Voltei a mexer no website e ao procurar por publicações, encontrei esse rascunho  de 6 de Fevereiro, 2015
Vou compartilhar com vocês.

Sem muita vontade de comer as sobras do jantar no almoço de hoje, decidi pedir por um lanche. 
Como o interfone não está funcionando, desci e esperei pela entrega na frente do condomínio.
Para passar o tempo, puxei conversar com a moça da segurança.
Falei que estava esperando o meu almoço. Ela disse que não aguentaria ficar muito tempo sem comer… Já passava das 13 horas.
Eu disse que também estava com fome, mas tinha que esperar, por que sempre demoram para entregar.
Inesperadamente, meu almoço chegou. Então paguei e quando me despedi…
– Você mora sozinho? – ela me perguntou sorridente.
– Não – respondi um pouco devagar – Eu moro…
– Mora com um rapaz ou menina?
– Não…
Paralizei por uns segundos e menti.
– Moro sozinho.

Esse foi meu texto de 2015. Não muito tempo atrás…  Mesmo já tendo escrito um livro nessa época, já ter saido do armário para a família… minha mente ainda me bloqueava por algum motivo desconhecido.
As pessoas nos intimidam.
Acredito que a minha publicação anterior neste blog responde com essa publicação. Ainda temos neuras e medos de sair completamente do armário. Ser livre.

Sair do armário ficou mais fácil?

Olá, pessoal?

Hoje queria perguntar se alguns dos leitores estão no armário. Gostaria de saber se as “coisas” estão ficando mais fáceis devido a internet, comunidades, exposição da homossexualidade na mídia (seriados, filmes), representação de famosos, e direitos, como casamento gay.

Eu falei para minha mãe que eu era gay aos 24 anos de idade. Isso foi lá em 2007… Sim, faz tempo. Tenho mais de 30 agora 😕 Outro “problema” que devemos conversar futuramente.

Minhas neuras eram:
“É necessário sair? Para quem eu falo? Quando?
Os pais desconfiam, os amigos desconfiam… brincadeiras de mal gosto nos rodeiam.
Quando tudo isso vai acabar? É minha culpa?”

2019… como estão as coisas?
Contem-me mais.

Continuamos…